Postagens

Mostrando postagens com o rótulo ARTIGOS

Cinema Expandido: A Estética Psicodélica do Video Mapping em Galerias como Fuga do Isolamento Algorítmico das Telas Verticais

Imagem
Texto: Leonardo Hutamárty Nota metodológica: o presente trabalho constitui um ensaio teórico-argumentativo desenvolvido de forma autônoma como atividade de conclusão do Curso Livre Video Mapping: Vídeo Projeção, Palco e Artes , ofertado pelo Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, na modalidade de Educação a Distância (EaD), por intermédio da plataforma Escult , entre 22 de maio e 22 de junho de 2026 . Embora decorra das discussões desenvolvidas ao longo da formação, o texto possui caráter ensaístico e interpretativo, fundamentando-se em revisão bibliográfica e em articulações teóricas elaboradas pelo autor, que assume integral responsabilidade pelas análises e posições aqui defendidas. Figura 1: "ArtScience Museum"; Fonte: www.promoview.com.br A história do cinema é a história da constante mutação de seu aparato técnico e de sua linguagem. Para o crítico Mark Cousins, essa evolução nunca foi uma marcha li...

Crônica: Todo Mundo Corre: do fôlego da infância ao cansaço do desempenho

Imagem
Quando criança, tal como qualquer moleque, eu tinha a impaciência de andar, já que meu corpo era leve, meus pulmões pareciam inesgotáveis e as ruas me convidavam ao movimento. Quando saía à rua, era como se o corpo formigasse por dentro e dissesse: “corre!”. Daí, eu corria. Se eu fosse a algum lugar, eu ia correndo. Se eu fosse à escola, à padaria ou à igreja, saía à porta e me danava pelo mundo. Ia num pé e voltava noutro. Como Forrest Gump, eu corria; como Lola, eu incentivava a todos para que corressem: corram, pelo amor de Deus, corram! Se agilizem, se apressem! Sangue nas veias, sebo nas canelas. Imagem: RUN 4 FFWPU. Fonte: "pexels.com" Eu corria sem saber o quanto havia corrido, pois nenhum relógio registrava meus passos ou batimentos cardíacos, e nenhum aplicativo me parabenizava. Eu corria porque tinha pressa de chegar, ao passo que, contrariamente, também não tinha pressa nenhuma. Corria porque minhas pernas pediam, porque o vento no rosto era bom, e porque correr ...