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Cinema Expandido: A Estética Psicodélica do Video Mapping em Galerias como Fuga do Isolamento Algorítmico das Telas Verticais

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Texto: Leonardo Hutamárty Figura 1: "ArtScience Museum"; Fonte: www.promoview.com.br A história do cinema é a história da constante mutação de seu aparato técnico e de sua linguagem. Para o crítico Mark Cousins, essa evolução nunca foi uma marcha linear de progresso tecnológico, mas antes uma rede global de “artistas inspirando artistas”: um diálogo contínuo de invenções, citações e reinvenções que atravessa doze décadas, do cinema mudo à era digital. Os cineastas evoluem a linguagem menos por invenção pura do que por um constante copiar, adaptar e subverter as técnicas visuais e narrativas de outros diretores, através dos tempos e dos continentes, para evocar emoções no público e moldar nossa percepção do mundo. É por isso que o Cinema Expandido atual não representa uma “libertação” da sala escura, mas apenas mais um capítulo dessa mesma rede: uma coexistência de experiências, não uma ruptura com o que veio antes. Hoje, esse aparato técnico não apenas registra: ele também mo...

Crônica: Todo Mundo Corre: do fôlego da infância ao cansaço do desempenho

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Quando criança, tal como qualquer moleque, eu tinha a impaciência de andar, já que meu corpo era leve, meus pulmões pareciam inesgotáveis e as ruas me convidavam ao movimento. Quando saía à rua, era como se o corpo formigasse por dentro e dissesse: “corre!”. Daí, eu corria. Se eu fosse a algum lugar, eu ia correndo. Se eu fosse à escola, à padaria ou à igreja, saía à porta e me danava pelo mundo. Ia num pé e voltava noutro. Como Forrest Gump, eu corria; como Lola, eu incentivava a todos para que corressem: corram, pelo amor de Deus, corram! Se agilizem, se apressem! Sangue nas veias, sebo nas canelas. Fonte: RUN 4 FFWPU, em "pexels.com" Eu corria sem saber o quanto havia corrido, pois nenhum relógio registrava meus passos ou batimentos cardíacos, e nenhum aplicativo me parabenizava. Eu corria porque tinha pressa de chegar, ao passo que, contrariamente, também não tinha pressa nenhuma. Corria porque minhas pernas pediam, porque o vento no rosto era bom, e porque correr era u...

O Bolo de Schrödinger (Dir. Leonardo Hutamárty, 2026)

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Ficção, 1 min, 2026 Direção: Leonardo Hutamárty Fonte: imagem divulgação SINOPSE   Três meses após perder o filho caçula (Deive), um pai insiste em manter viva a festa de aniversário que nunca aconteceu, enquanto o filho mais velho o espera, pronto para se mudar de casa com a mãe. Entre a porta e a cadeira vazia, ele tenta manter a “caixa” fechada, porque enquanto ninguém observar o fim, Deive ainda pode estar vivo. Realizado para o Núcleo de Pesquisa em Audiovisual do Sesc Garanhuns e para o Festival do Minuto . FICHA TÉCNICA Ano de produção: 2026 Estreia: 30 de abril de 2026 Duração: 1:00 minuto Classificação: Livre Cor: Cor Gênero: Ficção, suspense, drama. Tipo: Curta-metragem Origem: Garanhuns–PE Roteiro e direção: Leonardo Hutamárty Elenco: Lucas Santana de Souza, Dário Luan Pereira Santana, Deive Emanuel Pereira Santana. Fotografia, montagem, coloração, design de som e finalização: Leonardo Hutamárty Trilha sonora: Cinematic Dramatic Sad Melancholic – Adrian Borland Agr...

Crítica: Noite Neurótica (Dir. Murate Azevedo, 2018) | Alagoar

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Fonte: imagem divulgação Texto: Leonardo Hutamárty. Revisão: Renilson Ramos A filmografia de Murate Azevedo, ainda que inteiramente marcada por falta de orçamento, de elencos de não-atores e procedimentos próprios de produções formulaicas, apresenta um universo autoral livre, marginal e singular. Antes de esmiuçar o filme em questão, há que analisar duas obras antecessoras, que compõem a sua trilogia (não oficializada) — A Casa 8 (Dir. Murate Azevedo, 2014), O Perigo Mora Logo Ali (Dir. Murate Azevedo, 2016) e Noite Neurótica (Dir. Murate Azevedo, 2018) —, para compreender a culminância de seu caminho autoral através da presença de certos... mais TEXTO PUBLICADO ORIGINAL E INTEGRALMENTE EM:  https://alagoar.com.br/

A Visão Derribada do Altíssimo (Dir. Leonardo Hutamárty, 2025)

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Experimental, 14min 01s, 2025 Direção: Leonardo Hutamárty Fonte: imagem divulgação SINOPSE Entre fragmentos de textos bíblicos narrados e imagens estáticas, emerge a tensão entre fé e consciência, presença e vazio, como uma travessia experimental que parte da devoção, avançando à negação. O percurso é íntimo, o olhar é primitivo — tensionando os limites entre o visto da adolescência e a visão da juventude —, mas ressoa como uma ruptura e ressignificação harmônica, em experiência estética e metafísica, diante do absoluto. Uma narrativa de efusão e declínio que transforma as mensagens judaico-cristãs em ferramentas de questionamento e insurgência. FICHA TÉCNICA Ano de produção: 2025 Estreia: 10 de outubro de 2025. Duração: 14 minutos. Classificação: Livre Cor: P&B Gênero: Experimental Tipo: Curta-metragem. Origem: Garanhuns - PE Roteiro & direção: Leonardo Hutamárty Narração: Clara Santana Freitas, Pietro Santana Leite Galvão Barros. Fragmentos de textos bíblicos: Gênesis 3:9, Gê...