Cinema Expandido: A Estética Psicodélica do Video Mapping em Galerias como Fuga do Isolamento Algorítmico das Telas Verticais
Texto: Leonardo Hutamárty Figura 1: "ArtScience Museum"; Fonte: www.promoview.com.br A história do cinema é a história da constante mutação de seu aparato técnico e de sua linguagem. Para o crítico Mark Cousins, essa evolução nunca foi uma marcha linear de progresso tecnológico, mas antes uma rede global de “artistas inspirando artistas”: um diálogo contínuo de invenções, citações e reinvenções que atravessa doze décadas, do cinema mudo à era digital. Os cineastas evoluem a linguagem menos por invenção pura do que por um constante copiar, adaptar e subverter as técnicas visuais e narrativas de outros diretores, através dos tempos e dos continentes, para evocar emoções no público e moldar nossa percepção do mundo. É por isso que o Cinema Expandido atual não representa uma “libertação” da sala escura, mas apenas mais um capítulo dessa mesma rede: uma coexistência de experiências, não uma ruptura com o que veio antes. Hoje, esse aparato técnico não apenas registra: ele também mo...